Menina DoenteComo é bom ter o prazer de comer, de sentir o sabor de tantas coisas boas e poder se alimentar regularmente em todas as refeições do dia. Infelizmente, ainda há milhares de pessoas no mundo que vivem de forma desumana passando fome diariamente, e outras, que mesmo podendo comer da melhor forma possível, não tem apetite.

As horas passam, a fome e a vontade de comer não aparecem. Só pode ter algo de errado nisso! O corpo necessita de nutrientes, mas às vezes parece não avisar. Mas não se preocupe, às vezes são pequenas alterações no organismo, tempo totalmente desregulado das refeições, ou problemas psicológicos. E se o problema da falta de apetite for durante a infância, é preciso um pouco mais de dedicação e paciência, pois muitas vezes esse não é o real problema.

Enquanto algumas pessoas não têm apetite, outras têm, mas vão contra a própria lei do corpo, não comem, ou comem e utilizam métodos compensatórios, virando escravos dos transtornos alimentares.

A falta de apetite acontece quando uma pessoa perde a vontade de comer por um longo ou curto período. Ela afeta pessoas de várias idades e é um problema que tem várias causas diferentes, seja problemas psicológicos ou fisiológicos.

Falta de Apetite em Gato e Cachorro

Além dos seres humanos, os animais de estimação, também sentem falta de apetite que pode ser provocada pela falha na nutrição animal ou por carência. A maioria dos animais domésticos vive com fome e quando seu dono coloca a comida no prato, eles correm para comer. Mas se eles não querem se alimentar temos um problema.

Para resolvê-lo, tanto cachorros, quanto gatos, devem ser levados a um médico veterinário, para saber se o animal possui algum problema de saúde, além da falta de apetite. Um dos motivos pode ser a carência que sentem para chamar atenção. Se for esse motivo, a falta de apetite pode ser resolvida oferecendo uma comida melhor e mais apetitosa, fazendo elogios enquanto ele come ou através da competição. Se houver outro animal, colocar as vasilhas de comida próximas, entre outras táticas para incentivá-lo. Caso o problema persista, o ideal é procurar um veterinário para maiores esclarecimentos.

Sintomas da Falta de Apetite

Criança MagraO principal sintoma é a falta de vontade de comer mesmo com as necessidades do corpo, mas além disso, o indivíduo pode sentir sonolência, palidez, fraqueza, e pouca disposição para fazer as coisas.

Tratamentos para a Falta de Apetite

Ao identificar os sintomas da falta de apetite e perceber que estão sendo frequentes, procure logo um médico. Ao ser consultado, serão pedidos alguns exames, e se a causa for uma doença ou infecção, o tratamento adequado trará a normalização do apetite.

Se a falta de apetite for por problemas emocionais, pode ser que melhore depois das fases difíceis que esteja passando. Mas não fique deitado esperando que as coisas aconteçam:

  1. Busque o apoio da família e dos amigos, ou um acompanhamento psicológico.
  2. Normalize sua vida, sua rotina, e naturalmente, sua alimentação voltará ao normal.
  3. Comece a preparar seus alimentos, fazer o que mais gosta.
  4. Busque companhias e faça as refeições da maneira mais prazerosa possível.
  5. Não deixe com que os problemas cresçam e prejudiquem também sua saúde.

Caso a correria e o estresse tenham tirado a sua vontade de comer, a principal solução é criar horários corretos para se alimentar e evite pular refeições. Pelos horários diferentes a cada dia, o corpo acaba se acostumando e o apetite diminui. A melhor coisa a fazer é ter uma vida saudável, fazer todas as refeições em um horário certo, comer alimentos saudáveis, reforçar o café da manhã e praticar atividades físicas.

Você vai ver como seu apetite vai aumentar e sua saúde melhorar!

Causas da Falta de Apetite

A maioria dos problemas com a falta de apetite acontecem dentro de casa ou mesmo a medida que o indivíduo cresce e adquire doenças que estimulam esse sintoma.

Existem motivos naturais para a falta de apetite que podem ser doenças como gripes, infecções, anemia, etc., a troca de dentes nas crianças, dias agitados e quentes, quando o indivíduo recusa o alimento que não gostou,d entre outros.

Nas crianças, a falta de apetite pode estar relacionada a fatores emocionais, quando os pais não tem hábitos alimentares satisfatórios e não transmitem a importância de uma boa alimentação. Mas, se o ambiente familiar for favorável e equilibrado, em que os pais dão limites e amor aos filhos, isso pode ser evitado.

Já em outros casos, é preciso ficar atento quando o seu filho não tem peso e altura correspondente as crianças da idade, quando apresenta sintomas como palidez, sono, falta de disposição, para chamar atenção dos familiares, quando apresentam problemas digestivos, dificuldade na mastigação ou doenças mais perigosas como a leucemia.

Jovens e adultos podem manifestar diferentes causas da falta de apetite que vai desde transtornos alimentares à problemas psicológicos.

Nos idosos, a falta de apetite pode ter origem nas mudanças que acontecem durante o envelhecimento, como perda de audição, problemas familiares, dificuldades de mastigação, doenças digestivas, etc. Em qualquer situação não se deve pressionar uma pessoa a comer, mas descobrir o motivo da falta de apetite.

O apetite é necessário para regular uma ingestão adequada, fornecendo a energia que mantém o metabolismo. A falta de apetite é a perda de vontade de comer mesmo havendo a necessidade física dos alimentos, e possui três principais causas:

Fisiológica

Quando o corpo está debilitado por causa de uma doença, pode ter como sintoma a falta de apetite. As mais comuns são a anemia, gripe, infecções intestinais e urinárias, problemas gastrointestinais, deficiências no fornecimento da leptina (hormônio que controla o apetite), entre outros.

O consumo de determinados medicamentos também pode ser uma causa fisiológica para falta de apetite. Entre eles estão: anfetaminas, agentes quimoterápicos, simpatomiméticos, antibióticos (alguns), codeína, morfina, demerol, entre outros.

Psicológica

A falta de vontade de se alimentar pode ser desencadeada por uma série de fatores psicológicos, como depressão, tristeza, tensão, nervosismo, ansiedade, estresse, descontentamento com o corpo, etc.

Muitas vezes, “afundadas” no próprio problema, as pessoas não conseguem continuar a vida da mesma maneira, não têm ânimo para fazer nada e perdem a vontade de se alimentar.

Outras, por uma preocupação obcecada com o corpo, passam a ingerir cada vez menos quantidades de alimento, fazendo com que o organismo se "acostume" e não dê sinais de apetite ou ingerem desinibidores artificiais.

Alimentação Inadequada: Às vezes, a falta de hábitos alimentares corretos pode deixar o apetite reduzido. Um exemplo comum são as pessoas que não possuem horários certos para comer e, por ficarem longos períodos sem ingerir nada, acabam perdendo o apetite com facilidade.

Outra coisa que pode influenciar são as “beliscadinhas” toda hora, que tiram o apetite na hora das refeições importantes. Portanto, não se assuste caso esteja com falta de apetite mesmo sem ter problemas fisiológicos ou psicológicos, basta fazer uma reeducação alimentar.

Apetite na Gravidez

Mulher Grávida Falta ApetitePara as mamães, um dos sintomas na gravidez é a falta de apetite. No início, é comum algumas grávidas terem esse sintoma que pode agravar as náuseas. Mesmo sentindo isso, as mães devem ingerir pequenas quantidades de comida até se acostumarem. Caso contrário, a gravidez pode ser afetada durante e após o nascimento da criança.

A falta de apetite pode ocorrer também após o parto, se a mulher adquire doenças psicológicas como a Melancolia pós-parto ou Blues Puerperal, também conhecida como tristeza pós-parto ou mesmo pela depressão pós-parto.

O primeiro contato das crianças com a alimentação ocorre durante a amamentação. Se a mãe fica muito ansiosa nesse período isso pode prejudicar a ingestão de alimentos.

Falta de Apetite na infância

A falta de apetite, por incrível que pareça, faz parte do desenvolvimento da criança. Com certeza você já viu uma criança em determinada fase da vida enjoada para comer, principalmente alimentos como legumes e verduras. Esses períodos são chamados de “estirão”, que é quando há maior velocidade de crescimento e menor ganho relativo de peso e de “repleção*”, que são as fases mais “cheinhas” com menos desenvolvimento na estatura.

O apetite começa a ser adquirido desde o primeiro mês de vida. A amamentação é a primeira relação entre mãe e filho. É fundamental, pois é criado um vínculo. Muitas vezes a alimentação da criança no futuro é o resultado desse afeto. A mãe que rejeita a criança, ou que sofre de depressão pós-parto, influencia na alimentação do bebê. Por isso a importância que as mães estreitem esse vínculo e também aumentem o tempo de amamentação.

Mas, em determinadas fases da infância, é normal que o apetite diminua, portanto fique atento porque a falta total de apetite não é normal. Pelo menos em algumas horas do dia a criança vai pedir alguma coisa ou vai pegar por conta própria. Mas não confunda a falta de apetite com "querer só comer besteiras", porque na verdade há o apetite; porém voltado para alimentos que a criança gosta.

Outra coisa que influencia muito a falta de apetite nas crianças é a “guerra” na hora de comer. As mães não aceitam a rejeição à comida, e acabam forçando, relacionando as refeições como algo negativo, e isso se perpetua, gerando cada vez mais a falta de apetite e a dificuldade na hora de comer. Os pais insistem em achar que o que dão não é suficiente, mas se o crescimento da criança e o ganho de peso está acontecendo de forma regular, significa que a alimentação não está deixando a desejar. O ideal não é o exagero na hora das refeições, ou uma atrás da outra, é a qualidade do que está sendo servido.

A diminuição do apetite também pode ser relacionada com problemas familiares. Muitas crianças acabam absorvendo tudo que acontece em casa, problemas financeiros, brigas e também a ausência dos pais, o que gera problemas psicológicos que se refletem no apetite.

Solução para Crianças

Criança ChorandoPara as crianças, o “tratamento” exige muita dedicação e paciência dos pais. Comece criando um ambiente familiar adequado, tranquilo, converse sempre com o bebê e com a criança, dê exemplo na sua forma de se alimentar também. Faça pratos sempre bem apresentáveis, coloridos, com muitas variedades, e não entupa o prato de comida, nem force a criança a comer, apenas incentive. Quanto mais forçar, mais rejeição ela criará.

Não deixe que os horários se tornem bagunçados, crie hábitos adequados para que a criança se acostume e sinta fome nas horas certas. Dê liberdade e independência para que ela comece a comer sozinha, e conheça melhor os alimentos. Mas esteja sempre por perto conversando, mostrando o que é bom ou não para a saúde, e incentive a boa alimentação.

Sempre que tiver oportunidade, ofereça novos alimentos com formas diferentes de preparo, uma hora ela estará disposta a experimentar e gostar. Seja rigoroso, se a criança não quer comer no horário imposto, por birra ou porque comeu besteira na hora errada, não deixe que depois de um tempo ela coma doces e salgadinhos, "ah, mas se ela não almoçou, não pode ficar sem comer, vou deixar". Imponha que a próxima alimentação será no horário já determinado.

É preciso ser persistente durante a alimentação infantil, pois uma hora a criança aprende e a alimentação deixa de se tornar um problema. Se possível procure um pediatra ou um nutricionista para melhores orientações.

*Repleção: Tornar repleto, encher muito.

Inibidores de Apetite

Pílula Amarela VermelhaOs inibidores de apetite são alimentos ou remédios que dão sensação de fome. São alimentos que não possuem muitas calorias e ajudam na redução de peso.

Os alimentos naturais são os mais indicados para quem quer emagrecer, pois o uso de medicamentos podem causar efeitos colaterais, tanto é que a comercialização de remédios emagrecedores foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e devem ser usados apenas em casos específicos e com auxílio de um médico.

Dentre alguns alimentos e bebidas que ajudam a emagrecer estão:

  • amêndoa;
  • gengibre;
  • café;
  • abacate;
  • pimenta;
  • maçã;
  • leite desnatado;
  • água;
  • ovo;
  • batata doce;
  • sopa de verduras e legumes;
  • ameixa;
  • chocolate amargo;
  • canela;
  • aveia;
  • chá verde;
  • sementes de linhaça, entre outros.

Estimulantes de Apetite

Para que uma pessoa recupere a vontade de se alimentar novamente é preciso ter paciência. Até mesmo porque quando alguém obriga uma outra a ingerir comida, a ansiedade pode atrapalhar no tratamento contra esse disturbio.

Inicialmente, deve-se comer aos poucos, ingerindo alimentos de fácil digestão e em horários preestabelecidos para regular o organismo. Para isso, é necessário ter uma alimentação saudável que será receitada por um médico nutricionista.

Deve-se comer com os familiares ou amigos, pois é uma forma de estimular a alimentação e estas pessoas não devem tentar forçar a outra a se alimentar. É preciso entender que o momento da refeição deve ser agradável.

Além disso, outro estimulante de apetite são os exercícios físicos que podem aumentar a vontade de comer. Quando um indivíduo pratica atividades físicas, ela gasta energias e seu corpo precisa fazer a reposição de nutrientes que só serão feitos com a alimentação.

Na hora da alimentação infantil não é diferente, existem mães que reclamam ao pediatra da falta de apetite do filho e pedem um estimulante. É preciso entender que os remédios estimulantes de apetite, mesmo os mais leves podem causar efeitos colaterais se ingeridos sem consentimento médico, através da automedicação, aumentando o aparecimento de doenças na fase adulta.

Como a falta de alimentação não é causada apenas por um problema, deve-se ter cuidado para descobrir qual é a causa do problema. Existem doenças como anemia, barriga d'água, gripe, hipertensão, prisão de ventre, gastrite, azia, etc., ou mesmo a má alimentação que podem ser causadores da falta de apetite.